31/12/2025

Feliz Ano Novo 2026

Ano Novo

 FELIZ ANO NOVO – 2026


Que o novo ano chegue em passos de luz,

trazendo esperança, coragem e paz.

Que cada amanhecer renove seus sonhos

e cada noite agradeça o que ficou para trás.


Que 2026 seja tempo de conquistas,

de sorrisos sinceros e fé no coração.

Que o trabalho floresça, que o amor se expanda,

e que nunca falte motivo para gratidão.🙏🙌🙏


Erga a taça, celebre a vida,🥂

os recomeços, os planos e o agora.

Que a felicidade faça morada

em cada dia que o novo ano aflora.


Boas Festas e um Feliz Ano Novo!💫🥂✨️💕


___Alba Simões

16/12/2025

Memórias da Alma




Poema da Coletânea:O Corpo Celeste 

De Alba Simões 


Pode esta ferida cicatrizar?

Meus olhos, cansados do mundo,

enxergam além da forma

e compreendem que o corpo

é apenas passagem,

nunca morada.


Nascer, crescer, envelhecer, morrer —

rituais da carne,

ensaios da impermanência.

Tudo é breve,

tudo se desfaz

na respiração do tempo.


Dói, sim.

Mas a dor também ensina

a desapegar do visível

e a confiar no invisível.


Como mamãe dizia: tudo passa.

E passa mesmo —

o medo, o peso, o cansaço.

Só não passa o amor

quando se transforma em presença

além da ausência.


A saudade não é ferida,

é sinal de eternidade.

Ela não cicatriza

porque não nasceu para desaparecer,

mas para lembrar à alma

que houve encontro.


Ela mora nos quadros,

nos acordes,

nas lembranças que acendem luz

no silêncio dos dias.


E nos sonhos que tecem o invisível,

aprendemos que partir

não é o fim,

é apenas mudar de forma

dentro de Deus.


____Alba Simões

11/12/2025

Legado de Luz

 



Existem pessoas que se tornam eternas 

sem precisar permanecer.  Mesmo ausentes, deixam rastros de luz em nossas memórias.

Não importa a distância, não importa o tempo: elas seguem vivas dentro de nós 

como uma música que nunca se esquece, um perfume que insiste em ficar no ar. 

São lembradas não pelo que tinham, mas pelo que

foram capazes de despertar. Uma palavra que aqueceu, um gesto que

marcou, um olhar que atravessou a alma. No fim, não recordamos detalhes,

mas a intensidade do que sentimos. Quanto mais fundo nos tocaram, mais

imortais se tornaram em nós.

____Alba Simões

30/04/2017

No ventre do tempo


Agora a casa está vazia, 
Há muito tempo está.
Exceto as folhas das plantas que tremem ao vento.
Decorre a vida neste outono
e o pensamento é um esboço de palavras soltas.
Germinam versos no ventre do tempo.
Nas paredes o silêncio dos retratos.
Na janela uma poesia, um gato observando destinos ao por do sol.
Uma fruta arde no fogo: Aroma doce.
Quem dera fossemos;
Mensagens não lidas, retas que se curvam, notas musicais...
Ou pássaros sem ninhos, personagens sem estórias.
Amargos ou doces, simples escolhas nesta transversal.


Alba Simões

18/04/2017

Uma Arte


A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subsequente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você ( a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.

(Elizabeth Bishop; tradução de Paulo Henriques Brito)

17/10/2016

Pra hoje....

" A vida é breve para ser sobrevivida.
Vamos viver !
A cada pôr do sol, a cada instante.
Tudo é uma dádiva fugaz.
Todo ser é um novo horizonte a ser contemplado!"
__Alba Simões

21/09/2016

A eternidade do instante

As coisas tem o tempo que tem.
Indagações diante de um luar submetiam um reflexo de mim e a imagem criada de outros...
Para  o meu reencontro era preciso suavemente escravizar-me aos sentidos, cruelmente inevitáveis...
Uma fórmula de acreditar no amor e em suas contradições. 
Não este amor carnal e de egos.
Há tempos guardei dentro de uma caixinha de música - 
Estes amores de transes e de noites mal dormidas.
Sobrevivi  as contradições e as feridas...
Era preciso ultrapassar  a vaidade e as compaixões.
Nascia em mim uma ternura incompreensível.
E eu compreendi a eternidade de um único instante!
Alba Simões

19/12/2015

Sabe aquilo que deixei?

Um tigrinho preto
abandonado e manco um filhote
Alimentei-o, e eu era nada
Num palco azul, quase que distante, surge um Leopardo
Anoiteceu um mistério de mãe, que deixa seu rastro e vaga...
Sabe aquilo que deixei?
Um espelho, uma vida, e sonhos adormecidos.
Um elo, um eco é um vazio de reflexos sem respostas.
Alba Simões

26/09/2015

Mundo Inventado

Deixo o mar esculpir a pedra, adormeço numa caverna sem tempo ou memórias.
Fico como uma ostra perdida, na dor que se faz a pérola.
Este é meu mundo real, onde habitam todos meus personagens: Os bons e os maus.
Os bons me aconselham a retidão e o silencio, os maus me convidam ao mergulho em busca de alimentos...
Muito longe ficaram as cidades perdidas, os loucos engaiolados na matéria.
Minha alma está em paz, há uma parede invisível que me separa.
Vejo tudo o que não me faz mais sentido: As coisas acumulam poeira, as coisas estão sempre sujas, e todas estas coisas tem um preço.
E neste mundo os loucos se deslumbram por coisa que brilham nas vitrines, coisas que depois de adquiridas perdem o brilho, em pouco tempo viram entulho, e como nós viram pó.
Porque este frenesi em adquirir consumir, construir, demolir é implantado pela Matrix de um sistema caótico.
E ainda tem as embalagens para o desespero dos consumistas, e as malditas etiquetas nos lugares mais impróprios das roupas.
Aquelas que coçam na nuca ou na lateral das costelas...
O aspirador de pó ligado, um celular tocando e os ponteiros te mostrando que você sempre está atrasado.

”A melhor maneira de sair do inferno é saber onde fica a porta da entrada”.


Alba Simões
( Mundo Inventado – Setembro 2015 )


07/09/2015

Para você que não me leu.

Para você que não me leu.
Hoje choveu e lavou portas e janelas infinitas...
E pelos telhados quebrados adentraram anjos e estrelas.

As horas pareciam parar, entre memórias e mantras.Para você que não meu leu, era setembro e já brotavam as coisas que um dia vou te contar.

Alba Simões

19/03/2015

Ecos e Elos


Nos escombros do cotiano, há poemas soterrados...
Estamos todos cansados pra remover pedras seculares.
Sepultamos nossos ideais,vestindo as máscaras deste sistema cabotino.
E o que nos resta?
Deixar que a poeira se acumule as rochas intransponíveis?
Sair de soslaio pelas portas demolidas, voar pelas arestas das janelas sem noites...
Porque a razão aniquilou as serenatas dos cancioneiros...
Nossas ruas não tem mais esquinas, nosso palco fechou as cortinas.
Nossos amores uniram-se ao útil que lhes restaram.
Nossos amigos agonizaram num telefone sem fio.
Estou a beira, com um poeta que conheci sentado na soleira.
Ele apenas canta sem rumo,há muito tempo esvaziou-se dos elos,
e não leva nada na algibeira!


Alba Simões

18/03/2015

Anjo sem asas

Sou anjo caído na estrada
Ajoelhado, com as asas quebradas
Nos olhos a amargura da solidão
Uma flecha pontiaguda atravessou o meu coração!

Meus dias estão incertos
Eu danifiquei a máscara
Meu rosto está descoberto
Como voltar para casa?

Eu sou um vento frio!
Um pote vazio
Chuva gelada
Caminhos tortuosos na estrada

Quem passa não me vê
E quem me vê só quer me esquecer
Eu sou predestinado à solidão
Guardo os meus segredos no coração

Eu sou a canção que ninguém cantou
Restos do amor que se acabou
Eu sou a lágrima do humilhado
Um espírito cansado

Eu sou como a porta do cemitério
Todos os que entram nela, temem ir para o inferno
Eu sou o mistério que lhe tira o sono
Sou a angústia do abandono!

Anjo que não consegue e não quer voar
Sem as asas onde estão os motivos para sonhar?
A noite cai e as estrelas sumiram do céu, escureceu!
Esqueceram de mim e este destino é só meu!


Poema registrado na Biblioteca Nacional
No livro: "EU VOU ABRAÇAR A VIDA!" E OUTRAS
Página 29
Personalidades:
JANETE FRANCISCO SALES YOSHINAGA - Autor(a)
Nome artístico: Janete Sales Dany
Registro: 606038

20/01/2015

Ela lambia os meus pés...


Ela lambia os meus pés. Enquanto eu cozinhava.
Peito de frango, eis que eu preparava seu prato preferido!
A febre do calor ultrapassava 40 graus...
Meu suor pingava da testa, escorria pelo meu rosto e salgava o cardápio principal da Juliana.
E meu tempo esquecido marcava as horas que não voltariam, jamais.
Amei Juliana neste exato instante, em que ela suplicava comida caseira.
Pensava que eu era um animal, que às vezes engolia qualquer porcaria pré-fabricada, uma coca cola uma mídia sangrenta, e talvez depois caia febril numa cama que por mais limpa abrigava milhares de ácaros... E no dia seguinte, me cabia um mundo absurdo de cumprir metas.
Para manter o meu emprego. Isto, não me sustentava a alma.
Juliana se viraria caçando insetos, talvez a minha ausência lhe devesse um breve adeus...
E Deus estivera presente neste suor, neste prato feito com amor, mesmo que fosse para servir um gato. Talvez este Deus esteja se manifestando nesses 40 graus, para que o poeta suporte a plenitude do céu.
Alba Simões