Monólogo de Antônio
Publicado originalmente em 1999, título do romance de estréia da autora e roteirista Adriana Falcão.
Com um texto impecavelmente poético, a autora constrói uma história capaz de parar o tempo e mudar o rumo desta prosa e de outras que Antônio se pôs a contar, depois que olhou para a sua Karina, que naquela altura já tinha um olhar de adeus, e prometeu - 'É o mundo que você quer? Então eu o trago para você. '
Romance que expressa sobre o tema central, o amor e o tempo, um jogo de aposta.
A trama gira em volta de um rapaz chamado Antônio, que mora em uma cidade chamada Nordestina, que é muito pequena e nem existe no mapa. Os habitantes de Nordestina aos poucos vão, um a um, deixando a cidade em busca do "mundo".
Em determinado momento, Karina, por quem Antônio é completamente apaixonado, decide ir para o mundo em busca do seu sonho de ser atriz. Ela não está disposta a abrir mão de seus sonhos por marido nenhum. Tem um forte senso de independência e determinação, e deseja escapar da estagnação quase incontornável de terminar seus dias em Nordestina.
Em uma tentativa de impedi-la, Antônio promete trazer o mundo à sua amada.
Nordestina é um lugar onde ninguém mais quer ficar. A única coisa que se conta nesta terra sem futuro é o vazio deixado por quem quer ir para o lado de lá da risca, onde o mundo deve estar acontecendo. De forma satírica e irônica este lugar é apenas uma outra dimensão do tempo:” O Futuro”.
Após alcançar enorme sucesso no teatro, 'A máquina', de Adriana Falcão, chegou às telas de cinema pelas mãos do diretor João Falcão, com Mariana Ximenes, Paulo Autran e Gustavo Falcão nos papéis principais do longa-metragem.
Homenageando o ilustre ator Paulo Autran, destacamos a cena onde ele literalmente, faz o espectador viajar no texto.
Com o espetacular monólogo atemporal de Antônio, Autran traduz seu magistral personagem.
