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17/05/2012

Memórias Das Meninas Maduras

( A Flor de Cactus )

A vida escorre pelo tempo, como um lapso.
Assim vemos escapar nossas angústias, medos e desejos...
Pela penumbra, ainda é possível ver a alma nua.
A esperança que flutua e a flor que brota.
Nos desertos longínquos...
Somente estas lembranças afagam o que te escrevo.
Enquanto tudo ultrapassa veloz...
Nada nos condena, nem o sol que ao meio-dia protagoniza a cena.
Enquanto as rimas se perdem, eu me encontro.
Desliza pelos instantes o véu que cobre as nossas faces.
Um raio de luz, quase nos revela...
Mais é tarde, e a pressa lhe distrai.
A glória das flores, continua intacta.
E recria-se tempo para deitar na relva e aceitar tranquilamente o amor.
Estas palavras que nunca saíram da minha boca.
Respeitei os ouvidos  fatigados ?
Ou por reverenciar o silencio eu tenha me calado...
Quero apenas que você me leia. Não compreendes?
Sentir como tudo se move, agita e depois lentamente morre...
Apesar de viver a minha caça, na escavação da minhas complexidades, eu ainda tenho sonhos.
Não os mesmos sonhos do mundo, graças a Deus!
Se bem que tenho apenas uma leve idéia do que seja os sonhos do mundo...
Então seria prepotência eu me atirar com mais convicção neste assunto.
O cansaço me liberta agora - Estou resignada pelo êxtase destas linhas.
Amanhã talvez...
Ou quando a última flor desabrochar majestosa, dentre os espinhos que a  protegem como um manto que fere... 
E depois de todo amor que há na terra se cumprir, poderemos de alguma forma revelar cumplicidade.
Como tudo que julgamos imortal.
Alba Simões

09/10/2011

Memórias dos Instantes

Quando a alma empalidece,
pelas marcas que o tempo tece,
Não há que questionar a vida.
Aquilo que ficou na curva de um rio,
na beira da estrada,
nos desembarques dos sonhos...
Se pudéssemos consagrar cada momento desperdiçado, 
nos alpendres das ilusões.
Viveríamos tudo com mais intensidade...

Olho a chuva que lava estas vidraças,
e a casa está vazia...
Nada além deste pensamento em palavras,
e o fluxo deste instante que se esvai.
Memórias...
Este cheiro de tinta fresca, nas velhas paredes,
E estas parecem me ler através das finas camadas...
Nestas almas, por estas marcas, e dentro destas camadas...

Relembro muitos embarques e desembarques.
Nestas estações de esperas e despedidas...
Observo através do intransponível.
Quantos pensamentos por aqui já passaram...
Guardo este momento, para os próximos instantes...
Entrego-me agora.
E tudo me toca...
Sinto o absoluto inteiro, 
pelas minhas metades...
A vida pulsa!


Alba Simões