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18/01/2012

Tributo à Elis Regina


Vaga, no azul amplo solta, 
Vai uma nuvem errando. 
O meu passado não volta. 
Não é o que estou chorando. 

No fundo do peito
Abriga um sonho desfeito
Vou partir a geleira azul da solidão
e buscar a mão do mar, me arrastar até o mar procurar o mar...
Eh tem jangada no mar
Hoje tem arrastão
Os sonhos mais lindos sonhei
É melhor ser alegre que ser triste
Até a lua se arrisca num palpite...
Triste é viver na solidão
É pau, é pedra, é o fim do caminho.
Me deixas louca!
Você pega o trem azul
O sol na cabeça
o sol pega o trem azul
Você na cabeça
O sol na cabeça...
Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver
Solto a voz nas estradas, já não quero parar...

O que choro é diferente. 
Entra mais na alma da alma. 
Mas como, no céu sem gente, 
A nuvem flutua calma. 

É um dom, uma certa magia, 
Uma força que nos alerta 
Mas é preciso ter manha 
É preciso ter graça 
É preciso ter sonho sempre ...
Quero ver o sol atrás do muro
Quero um refúgio que seja seguro
Uma nuvem branca sem pó, nem
fumaça
Quero um mundo feito sem porta ou
vidraça
Quero uma estrada que leve à verdade
Quero a floresta em lugar da cidade
Uma estrela pura de ar respirável
Quero um lago limpo de água potável
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida

Mas, em verdade, o que chora 
Na minha amarga ansiedade 
Mais alto que a nuvem mora, 
Está para além da saudade. 

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...

E prá esquecê nóis cantemos assim:

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nos
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus...
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar...
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete...
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar.


"...Uma forma nebulosa, feita de luz e sombra. Como uma estrela. Agora eu sou uma estrela.”
Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 – São Paulo, 19 de janeiro de 982)

Créditos:
Poema
Vaga, no azul amplo solta,
Fernando Pessoa - Cancioneiro

Letras e Músicas:
Vida de Bailarina: Composição: Américo Seixas, Dorival Silva
Corsário:Composição: João Bosco e Aldir Blanc
Arrastão: Edu Lobo e Vinícius de Morais
Fascinação: Composição: F.D.Marchetti / M.de Feraudy / (Versão Armando Louzada)
Samba da Benção:Composição: Vinícius de Moraes
Madalena:Composição: Ivan Lins / Ronaldo Monteiro de Souza
Triste: Composição: João Gilberto
Águas de Março:Composição: Tom Jobim
Me Deixas Louca: Composição: Armando Manzanero / Versão: Paulo Coelho
O Trem Azul: Composição: L.Borges/R.Bastos
Travessia/ Maria, Maria: Composição: M. Nascimento - F. Brant
Quero:Composição: Thomas Roth
Gracias a La Vida: Composição: Violeta Parra
Como Nossos Pais: Composição: Belchior
Saudosa Maloca: Composição;Adoniran Barbosa
Se Eu Quiser Falar Com Deus:Composição: Gilberto Gil
Los Hermanos:Composição: Atahualpa Yupanqui
O Bêbado e A Equilibrista:Composição: João Bosco e Aldir blanc
Edição: Alba Simões

12/10/2011

Do tempo que eu era ainda criança


FONTE DA IMAGEM :http://blog.gustavofernandez.com/2009/07/edmond-children-photography-oklahoma-julie-tucker/

Eu hoje tive um pesadelo 
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás...
Poema  Ney Matogrosso,Frejat, Cazuza
Que a criança que há em cada um de nós, esteja sempre presente.
 Iluminando  a beleza de todas as fases das nossas Vidas!
By: Arte e Café

05/09/2011

Somos tão Jovens?


A minha maneira de dizer ...
Adeus
Um cansaço disposto?
Nada adorna o mormaço deste sossego.
Tudo exalta neste instante...
Ah, o que faremos do Tempo!
Deste que falta, é aquilo que me sobra!
Serei a próxima estação que estala...
Esperanças de cheiros e de cores!
Brotos e rebentos das vidas que nascem...
Consolidando amizades e amores.
Meus eternos contornos...
Cultivando todo o  esplendor.
Adormeço no regaço viril das paixões...
Ciclos, emissários, entre novas ideias e canções!
Pausa...
Todo excesso transcende...
A lua que brilha neste agora!
Alba Simões


Texto Inspirado por :Legião Urbana - Tempo Perdido

04/08/2011

Solidão com vista pro mar.


A poética letra da música de Alvin L, intitulada: Eu não sei dançar na bela voz de Marina Lima, remete a uma sensação de um amor solitário!
Porque muitas vezes nosso ritmo é mais acelerado e inquieto.
E temos uma ansiedade louca em busca de paixões impossíveis, ou melhor, incompatíveis!
Prefiro acreditar nas incompatibilidades, que nas impossibilidades!
“E Tudo que eu posso te dar é solidão com vista pro mar..."
“Eu não sei dançar tão devagar pra te acompanhar...”
Questiono: O que seria dançar devagar?
Rotina, apatia ou apenas um tipo de comportamento de pessoas normais.
Aquelas que não ousam, ou temem se arriscarem a viver as grandes paixões...
Pois isso poderia significar saírem do eixo estabelecido pelo equilíbrio em que se apoiam.
E estas “grandes paixões” podem ser atribuídas aos amores, às coisas, aos sonhos. Ou até uma conquista pelo amor próprio!
Acredito que deixar passar a vida, e nunca se arriscar as novas possibilidades de experimentar alguma mudança, é um grande marasmo!
Assim, muitos acabam presos em seus próprios conceitos.
E esta é a grande solidão com vista pro mar.
Mas esta é apenas a minha opinião diante deste tema.
Convido  você a se expressar aqui.
Sua opinião ou crítica faz toda a diferença!
By Arte e Café
Por: Alba Simões

29/07/2011

Poema dos Dons


Ninguém rebaixe a lágrima ou rejeite 
esta declaração da maestria. 
de Deus, que com magnífica ironia 
deu-me a um só tempo os livros e a noite. 

Da cidade de livros tornou donos 

estes olhos sem luz, que só concedem 
em ler entre as bibliotecas dos sonhos 
insensatos parágrafos que cedem 

as alvas a seu afã. Em vão o dia 

prodiga-lhes seus livros infinitos, 
árduos como os árduos manuscritos 
que pereceram em Alexandria. 
De fome e de sede (narra uma história grega) 
morre um rei entre fontes e jardins; 
eu fatigo sem rumo os confins 
dessa alta e funda biblioteca cega. 

Enciclopédias, atlas, o Oriente 

e o Ocidente, centúrias, dinastias, 
símbolos, cosmos e cosmogonias 
brindam as paredes, mas inutilmente. 

Em minha sombra, o oco breu com desvelo 

investigo, o báculo indeciso, 
eu, que me figurava o paraíso 
tendo uma biblioteca por modelo. 

Algo, que por certo não se vislumbra 

no termo acaso, rege estas coisas; 
outro já recebeu em outras nebulosas 
tardes os muitos livros e a penumbra. 

Ao errar pelas lentas galerias 

sinto às vezes com vago horror sagrado 
que sou o outro, o morto, habituado 
aos mesmos passos e aos mesmos dias. 

Qual de nós dois escreve este poema 

de uma só sombra e de um plural? 
O nome que assina é essencial, 
se é indiviso e uno este anátema? 

Groussac ou Borges, olho este querido 

mundo que se deforma e que se apaga 
numa empalidecida cinza vaga 
que se parece ao sonho e ao olvido.


Poema de Jorge Luis Borges
Trad. de Josely Vianna Baptista.
São Paulo: Companhia das Letras, 2009.


Um Momento de Poesia, Música e Reflexão!

19/07/2011

Ai, que saudades da Amélia?

Comemora-se este ano o Centenário do Multimídia:


Advogado, Poeta, Autor, Compositor, Ator e Escritor.

Além das suas participações de destaques especiais nas telenovelas de grande audiência na TV brasileira.

É autor da música Amélia, em parceria com Ataulfo Alves.

Em tributo a este grande artista, uma pequena desconstrução de sua máxima obra musical intitulada: Amélia.

Que não me condenem os saudosistas:

Mais com todo respeito à Letra da  Música Original, que trata da mulher subalterna a sociedade e ao sexo oposto.
Uma reverência a desconstrução da mesma, pela cantora/compositora
Pitty em: Desconstruindo Amélia;
Que só poderia ser desconstruída e focada para tal versão, tratando-se de um clássico no cenário da nossa música considerando as grandes transformações e mudanças em nossa história social!

Ai que saudade da Amélia - Mário Lago
Nunca viu fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo que você vê você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado
Dizia: Meu filho, que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade

Porém estas "Amélias",  décadas depois são bem diferentes da protagonista da obra original de Mário Lago e Ataulfo Alves.
Será que ainda haverá alguma Amélia que resista às mudanças no decorrer do tempo?
Ou melhor, elas evoluíram ou foram obrigadas a mudar seus comportamentos, perante uma sociedade democrática que hoje as inclui no acirrado mercado de trabalho e possibilitando-as serem eleitas como Presidentas?
Se houver alguma discordância deste contraponto, assinem por aqui!
Mais deixo bem claro que todas estas "Amélias" têm seus respeitosos valores, logicamente cabíveis na época em que viveram!
Espero que gostem e opinem!

 
Texto:By Arte e Café 

10/06/2011

O meu País


Eis aqui a minha indignação com a falta de interesse com as matérias referentes às Artes e a Cultura publicadas neste Blog.

O meu momento de púlpito, somente contra alguns milhares de patrícios, que preferem continuar não vendo nada!
Estas mesmas publicações são bem acessadas por visitantes estrangeiros!
Ah, mais isto ainda não é tudo.
Para quem insiste em promover cultura em um país onde uma das prioridades ainda é a alfabetização do povo!
Só poderia esperar isto, mas eu não desisto!
Tô vendo tudo, tô vendo tudo...
Mas não vou calar fazer de conta que sou muda.
 Alba Simões


O Meu País
Zé Ramalho
Composição : Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem Deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina 
E a certeza da dúvida infeliz 
Onde quem tem razão baixa a cerviz 
E massacram - se o negro e a mulher 
Pode ser o país de quem quiser 
Mas não é, com certeza, o meu país
Um país onde as leis são descartáveis 
Por ausência de códigos corretos 
Com quarenta milhões de analfabetos 
E maior multidão de miseráveis 
Um país onde os homens confiáveis 
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis 
E o respaldo de estímulo incomum 
Pode ser o país de qualquer um 
Mas não é com certeza o meu país
Um país que perdeu a identidade 
Sepultou o idioma português 
Aprendeu a falar pornofonês 
Aderindo à global vulgaridade 
Um país que não tem capacidade 
De saber o que pensa e o que diz 
Que não pode esconder a cicatriz 
De um povo de bem que vive mal 
Pode ser o país do carnaval 
Mas não é com certeza o meu país
Um país que seus índios discrimina 
E as ciências e as artes não respeita 
Um país que ainda morre de maleita 
Por atraso geral da medicina 
Um país onde escola não ensina 
E hospital não dispõe de raio - x 
Onde a gente dos morros é feliz 
Se tem água de chuva e luz do sol 
Pode ser o país do futebol 
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo 
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que é doente e não se cura 
Quer ficar sempre no terceiro mundo 
Que do poço fatal chegou ao fundo 
Sem saber emergir da noite escura 
Um país que engoliu a compostura 
Atendendo a políticos sutis 
Que dividem o Brasil em mil brasis 
Pra melhor assaltar de ponta a ponta 
Pode ser o país do faz-de-conta 
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo 
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo.


Esta música interpretada por Zé Ramalho ilustra bem o meu lacônico manifesto!

Não tenho mais nada acrescentar.
Espero que você tenha algo  a dizer e comente!

14/05/2011

Viagem Musical no Tempo

Viagem Musical no Tempo
Trata-se  de um JukeBox que recupera 60 anos de música e que te permitirá ouvir as melodias e os hits do ano de teu nascimento... 
Ou de qualquer outro ano entre 1940 e 1999.
Desejo que você faça uma excelente viagem musical através
do tempo !


Clicar no ano do teu nascimento!


1940 a 1999