No pulsar da vida no entrelaçar de mãos, corpos de pensamentos soltos...
Amor é sentimento consentido de todas as formas.
É o esquecimento do tempo, porque nele não há dúvidas, nem razões.
Mergulho num elo desconhecido, que é o outro - Ser.
Reflexo de uma mesma alma, dentro do ventre do mundo.
Fluído da energia sublime que tudo transcende, doação desprendida.
É a grande virtude bela e humana. É o rompimento da posse
adquirida, pelos exageros da vaidade.
Somos complexos demais para entender de amor, podemos unicamente senti-lo.
Como a brisa leve que toca nossa pele num ato natural.
É por do sol que gentilmente se despede ao entardecer, para que a lua venha iluminar a solidão das noites.
O amor é vocação sem processos rituais...
É o partejar de todas as mães, que concebem a vida e sabem, que seus filhos são da terra.
Da terra que nos nutri, com aquilo que pudemos cultivar com nossas mãos e nosso suor.
O amor é a consciência que nasce, cresce, envelhece e morre sem se corromper.
É água límpida, chuva transformada, purificação e liberdade.
O amor é cabível de espaços sem medidas.
É a primeira e a última gota de orvalho, no destino de uma flor.
Não me importo mais com as datas, as fronteiras e os momentos propícios.
Estou em êxtase, celebrando o amor!
E descobrindo este amor da própria vida...
Essência perfeita, que ultrapassa todos os paradoxos e inconstâncias humanas.
Alba Simões

