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06/01/2012

Castiçais Das Sombras.

Recomeços de melodias, nas velhas cartas e versos.
Fadiga ou cansaço?
Nos  dias bem vividos, que se guardam.
Vertem: Para não pular  destes  penhascos...
Memórias, por detrás destes  acordes.
Alegrias entre punhais -- Castiçais das sombras.
Dos destinos entre - separados.
Parados, se entreolham:
Mero reconhecimento?
Por dentre estes vãos, paredes e estradas.
É o tempo fermentando nossas veias, nas horas despercebidas.
Ausência da lembrança que tínhamos, nas tardes de pleno contentamento...
Tudo vem falar por nós...
Nestas estações tão esquecidas.
Rude não é este espelho, das verdades que ocultamos...
Talvez pela covardia nos olhares.
Pela falta de voz: Brisa e Silêncio
Das palavras que não ousamos revelar!
Alba Simões

28/01/2011

Há Palavras que Nos Beijam


Há palavras que nos beijam 
Como se tivessem boca. 
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca. 


Palavras nuas que beijas 
Quando a noite perde o rosto; 
Palavras que se recusam 
Aos muros do teu desgosto. 


De repente coloridas 
Entre palavras sem cor, 
Esperadas inesperadas 
Como a poesia ou o amor. 


(O nome de quem se ama 
Letra a letra revelado 
No mármore distraído 
No papel abandonado) 


Palavras que nos transportam 
Aonde a noite é mais forte, 
Ao silêncio dos amantes 
Abraçados contra a morte. 


Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca