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18/03/2015

Anjo sem asas

Sou anjo caído na estrada
Ajoelhado, com as asas quebradas
Nos olhos a amargura da solidão
Uma flecha pontiaguda atravessou o meu coração!

Meus dias estão incertos
Eu danifiquei a máscara
Meu rosto está descoberto
Como voltar para casa?

Eu sou um vento frio!
Um pote vazio
Chuva gelada
Caminhos tortuosos na estrada

Quem passa não me vê
E quem me vê só quer me esquecer
Eu sou predestinado à solidão
Guardo os meus segredos no coração

Eu sou a canção que ninguém cantou
Restos do amor que se acabou
Eu sou a lágrima do humilhado
Um espírito cansado

Eu sou como a porta do cemitério
Todos os que entram nela, temem ir para o inferno
Eu sou o mistério que lhe tira o sono
Sou a angústia do abandono!

Anjo que não consegue e não quer voar
Sem as asas onde estão os motivos para sonhar?
A noite cai e as estrelas sumiram do céu, escureceu!
Esqueceram de mim e este destino é só meu!


Poema registrado na Biblioteca Nacional
No livro: "EU VOU ABRAÇAR A VIDA!" E OUTRAS
Página 29
Personalidades:
JANETE FRANCISCO SALES YOSHINAGA - Autor(a)
Nome artístico: Janete Sales Dany
Registro: 606038

17/09/2012

Delírios

Delírios

 Encontro sutil e sereno, me fizeram divagar,
 pelas horas que não vivemos...
E naufraguei nos sonhos de uma quimera.
Velejei pela tua alma revelada...
E ancorei no teu regaço.
Como quem eternamente adormeceu!
Alba Simões

01/08/2011

Olhares da Alma

Por entre estes cílios
o tempo passa.
Pupilas atentas, como as esperanças de uma infância...
Que viam um mundo gigante
agora distantes...
Como um trem que parte.
Levando para além dos sonhos.
Velhos amores, seus recortes e cores.
Retratos pintados na memória!
  
Ah, estas retinas cristalinas que muito já viram...
Sentindo no afã dos seus reinos inventados!
Alegrias e dores destas meninas que amadurecem...
Entre sorrisos e lágrimas
Dentro de uma alma única!
Alma mulher, de filhas, mães e fadas...

Por entre caminhos de muitas estradas.
Esplendores e manhãs
Revelação das tardes,
Pelos anseios das noites!
Entregas sutis...
Nos corredores das madrugadas!
  
Agora fecha os olhos e descansa...
Adormece entre os versos e as canções.
Neste breu que se abriga, espera!
Enquanto a alma única se encanta, abraçando o infinito!

Olhos da alma são livres.
Estes olhos que viajam no tempo...
Derrubando muros, construindo pontes, colhendo estrelas!
Estes olhos que se permitem todos os sentidos.
Eles não choram...
Porque estes olhos já conhecem;
Os mistérios de todos os caminhos!

02/02/2011

Concerto para Corpo e Alma

Compreendi, então,
que a vida não é uma sonata que,
para realizar a sua beleza,
tem de ser tocada até o fim.
Dei-me conta, ao contrário,
de que a vida é um álbum de minissonatas.
Cada momento de beleza vivido e amado,
por efêmero que seja,
é uma experiência completa
que está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e amor
justifica a vida inteira.



Rubem Alves