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23/02/2011

Meme Literário

Prezados amigos e leitores!
O Blog Arte e Café foi presenteado com " O Meme Literário "
Recebi este fantástico Meme Literário do Blog Mundo Virtual, muito obrigada pela indicação amigo Mauro Brondani.
A literatura sempre me fascinou, fiquei extremamente feliz em poder participar deste Meme, incentivando o edificante hábito da leitura.
As regras  deste Meme permitem que eu indique três livros que valem a pena serem relidos.
Regras:
1 - Existe um livro que você leria várias vezes, sem se cansar ? Qual ?
Resp: O Pequeno Príncipe  de Antoine de Saint-Exupéry
2 - Se você pudesse escolher apenas um livro para ler para o resto da sua vida qual seria?
Resp: Perto do coração selvagem de Clarice Lispector


3 - Indique 3 dos seus livros preferidos.
4 - Indique 10 blogs para este Meme.
5  -Link o Blog que te indicou.

Livros Indicados:
Comer, Rezar, Amar,  de Elizabeth Gilbert

Pensar é Transgredir,  de Lya Luft

Mentes Perigosas,  de Ana Beatriz Barbosa Silva


O Homem que Lê
Eu lia há muito. Desde que esta tarde 
com o seu ruído de chuva chegou às janelas. 
Abstraí-me do vento lá fora: 
o meu livro era difícil. 
Olhei as suas páginas como rostos 
que se ensombram pela profunda reflexão 
e em redor da minha leitura parava o tempo. — 
De repente sobre as páginas lançou-se uma luz 
e em vez da tímida confusão de palavras 
estava: tarde, tarde... em todas elas. 
Não olho ainda para fora, mas rasgam-se já 
as longas linhas, e as palavras rolam 
dos seus fios, para onde elas querem. 
Então sei: sobre os jardins 
transbordantes, radiantes, abriram-se os céus; 
o sol deve ter surgido de novo. — 
E agora cai a noite de Verão, até onde a vista alcança: 
o que está disperso ordena-se em poucos grupos, 
obscuramente, pelos longos caminhos vão pessoas 
e estranhamente longe, como se significasse algo mais, 
ouve-se o pouco que ainda acontece. 
E quando agora levantar os olhos deste livro, 
nada será estranho, tudo grande. 
Aí fora existe o que vivo dentro de mim 
e aqui e mais além nada tem fronteiras; 
apenas me entreteço mais ainda com ele 
quando o meu olhar se adapta às coisas 
e à grave simplicidade das multidões, — 
então a terra cresce acima de si mesma. 
E parece que abarca todo o céu: 
a primeira estrela é como a última casa. 


Rainer Maria Rilke, in "O Livro das Imagens" 
Tradução de Maria João Costa Pereira