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01/08/2011

Olhares da Alma

Por entre estes cílios
o tempo passa.
Pupilas atentas, como as esperanças de uma infância...
Que viam um mundo gigante
agora distantes...
Como um trem que parte.
Levando para além dos sonhos.
Velhos amores, seus recortes e cores.
Retratos pintados na memória!
  
Ah, estas retinas cristalinas que muito já viram...
Sentindo no afã dos seus reinos inventados!
Alegrias e dores destas meninas que amadurecem...
Entre sorrisos e lágrimas
Dentro de uma alma única!
Alma mulher, de filhas, mães e fadas...

Por entre caminhos de muitas estradas.
Esplendores e manhãs
Revelação das tardes,
Pelos anseios das noites!
Entregas sutis...
Nos corredores das madrugadas!
  
Agora fecha os olhos e descansa...
Adormece entre os versos e as canções.
Neste breu que se abriga, espera!
Enquanto a alma única se encanta, abraçando o infinito!

Olhos da alma são livres.
Estes olhos que viajam no tempo...
Derrubando muros, construindo pontes, colhendo estrelas!
Estes olhos que se permitem todos os sentidos.
Eles não choram...
Porque estes olhos já conhecem;
Os mistérios de todos os caminhos!

01/06/2010

Além do que se pode ver



Naquela noite de outono,
Minhas mãos suavam frias...
Em uma cidade perdida,
Na estendida coreografia das estrelas.
Um Cenário, ou o paradoxo da vida?
Nos olhares despertos,
na multidão escondida,
A alegria flutuando aflita.
Na morte dos sonhos,
vem surgida uma nova partida.
 Alba Simões