Mostrando postagens com marcador consciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador consciência. Mostrar todas as postagens

06/11/2012

Não há limite de tempo

Nunca é tarde demais ou cedo demais
Pra ser quem você quiser ser
Não há limite de tempo
Comece quando você quiser
Você pode mudar ou ficar como está
Não há regras para esse tipo de coisa
Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa
Espero que encare de forma positiva
Espero que veja coisas que surpreendam você
Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes
Espero que conheça pessoas com ponto de vista diferente
Espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe
E se você descobrir que não tem
Espero que tenha forças pra conseguir começar
Novamente…” –
Trecho do filme: (O curioso Caso de Benjamin Button )

09/06/2012

Celebrando o Amor


No pulsar da vida no entrelaçar de mãos, corpos  de pensamentos soltos...
Amor é sentimento consentido de todas as formas.
É o esquecimento do tempo, porque nele não há dúvidas, nem razões.
Mergulho num elo desconhecido, que é o outro - Ser.
Reflexo de  uma mesma alma, dentro do ventre do mundo.
Fluído da energia sublime que tudo transcende, doação desprendida.
É a grande virtude bela e humana. É o rompimento da posse
adquirida, pelos exageros da vaidade.
Somos complexos demais para entender de amor, podemos unicamente senti-lo.
Como a brisa leve que toca nossa pele  num ato natural.
É  por do sol que gentilmente se despede ao entardecer, para que a lua venha iluminar a solidão das noites.
O amor é  vocação sem processos rituais...
É o partejar de todas as mães, que concebem a vida e sabem, que seus filhos são da terra.
Da  terra que nos nutri, com  aquilo que pudemos cultivar com nossas mãos e nosso suor.
O amor é a consciência que nasce, cresce, envelhece e morre sem se corromper.
É água límpida, chuva transformada, purificação e liberdade.
O amor é cabível de espaços sem medidas.
É a primeira e a última gota de orvalho, no destino de uma flor.
Não me importo mais com as datas, as fronteiras e os momentos propícios.
Estou em êxtase, celebrando o amor!
E descobrindo este amor  da própria vida...
Essência perfeita, que ultrapassa todos os paradoxos e inconstâncias humanas.
Alba Simões

03/08/2010

Ler Devia Ser Proíbido

Ler Devia Ser Proíbido
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social.
Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro,coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram metesse pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary,tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção.
Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal.
Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. 
Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens.
Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível
controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade. O mundo já vai por um bom caminho. 
Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos
incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. 
Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... 
A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio.
A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias.
Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro.
Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
Créditos:Texto Guiomar de Grammon