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04/02/2012

Um Velho Grito: Esperança


Este antigo e perfeito discurso continua atual,  pois várias gerações passaram cegas e surdas aos direitos da liberdade e da verdadeira democracia...Sempre é tempo de abrir os olhos, para  não sermos bombardeados com as armadilhas inescrupulosas dos podres poderes, que manipulam a humanidade para a decadência e a estupidez.
Infelizmente depois de tanto tempo, vemos imperar neste sórdido sistema: Abuso de poder, tirania, intolerâncias raciais e religiosas, corrupção, deterioração de valores éticos e morais!
Este espaço continua com o mesmo propósito de publicações voltadas para a divulgação e a propagação das Artes e da Cultura!
A nossa intenção não é promover entretenimento descartável, destes que as mídias televisivas e radiofônicas tem o descaramento de manter por longo tempo.
Fica no ar uma pergunta aos leitores:
Todo este lixo apresentado nos horários nobres, seriam consequência da ignorância dos patrocinadores que financiam estes Bigs Estrumes, que nada acrescentam, nada divertem, apenas corrompem valores de jovens e crianças?
Ou a ignorância é do próprio povo, " com raras exceções " que quer continuar alienado, despreparado robotizado,
sem noção, "voyeurs" da carniça, que qualquer abutre mais esperto lhes oferecem como grande banquete?
Por acreditarmos num mundo melhor e sempre democrático, ilustramos este texto com o grande mestre Charles Chaplin em seu discurso no filme: O Grande Ditador  ( 1940 )
O que inspirou a redigir este texto foi quando me deparei com um jovem universitário, que costuma acompanhar estas mídias descartáveis de grande audiência.
Quando ele me respondeu: Que Hitler era um cineasta, e que S.O.P.A é comida de velho, e P.I.P.A  brinquedo de criança.
Não sei como este jovem entrou para a faculdade, ele faz curso de história.
O que será que ele almeja? 
Talvez simplesmente obter um certificado de curso superior, ou quem sabe, um emprego de professor!
Alba Simões

12/11/2011

“Liberdade, Liberdade!”


Liberdade, Liberdade, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel
Cartaz da Peça: Liberdade, Liberdade, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel
O Teatro Brasileiro e a Censura": 4ª Edição
“Liberdade, Liberdade!”
Obra pioneira do teatro de resistência, denuncia de forma lírica a opressão que dominou o país nos anos de chumbo da ditadura. Trata-se de vários textos que falam do direito à liberdade. Os textos são adaptações de outras obras, e conseguem desenvolver uma estrutura dramatúrgica com fragmentos da literatura universal voltados ao tema da liberdade, costurados com músicas da mesma temática e também com algumas piadas. “Liberdade, Liberdade!” Considerada uma obra de destaque que influenciou fortemente a dramaturgia de sua década. 
A realidade instalada no Brasil a partir do golpe de 1964 deu um novo rumo ao teatro de Millôr Fernandes: defensor do livre arbítrio, ele se torna, desde o início, um ferino questionador do esquema repressor que dominava o país. O primeiro fruto desta atitude foi Liberdade, Liberdade, peça escrita com Flávio Rangel.
A obra tentou traduzir o inconformismo da nação perante o arbítrio e a repressão do regime, inaugurando um estilo de espetáculo que viria a ser chamado “teatro de resistência".
Liberdade, Liberdade recorre a 19 personagens para rever e reavaliar este tema, aplicando-o à realidade atual. Em cena, os atores se revezam na interpretação de textos clássicos de autores como Sócrates, Marco Antonio, Platão, Abraham Lincoln, Martin Luther King, Castro Alves, Anne Frank, Danton, Winston Churchill, Vinícius de Moraes, Geraldo Vandré, Jesus Cristo, William Shakespeare, Moreira da Silva e Carlos Drummond de Andrade, entre outros.
O resgate dos períodos históricos passa também por 30 canções ligadas ao assunto, interpretadas ao vivo por uma banda musical. Nas palavras de Cecília Meirelles, também parte do texto, o espetáculo trata da “liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”.
A colagem de textos de vários autores numa peça de dramaturgia já era adotada no teatro moderno, mas, à época no Brasil, se constituía numa novidade.
Embora bastante questionado na época, por ser mais um show do que propriamente uma peça de teatro, Liberdade, Liberdade revelou-se uma iniciativa seminal, que influenciou fortemente a dramaturgia da década. 
"Um clássico da dramaturgia brasileira e um espetáculo que grita por um mundo melhor e mostra os dias difíceis da ditadura e o resgate da historia política brasileira. "O espetáculo traz um panorama sobre a idéia de liberdade na arte, na cultura e na política, oferecendo ao espectador a oportunidade de rever e repensar o tema. Ele sai do teatro com muito mais perguntas do que resposta, o que considero muito mais transformador e instigante". (Flavio Rangel)
“Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta,
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda.” (Cecília Meirelles)
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“Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-las”. (Voltaire, filósofo francês)
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“Pode-se enganar algumas pessoas todo o tempo; pode-se enganar todas as pessoas algum tempo; mas não se pode enganar todas as pessoas todo o tempo.”
(Abraão Lincoln, presidente norte-americano)
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“O mal que os homens fazem vive depois deles. O bem é quase sempre enterrado com seus ossos.” (Shakespeare)