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16/11/2012

Assim caminhamos...


Assim caminhamos...
A esperar o amor
A ler e a reler o ócio do sistema que nos aflige
Trancamos as janelas da dor
Para fantasiar a vida com os laços desfeitos
E a conviver com um amanhã de incertezas
A passos largos, sob um céu de promessas, a beber com as estrelas
Assim caminhamos...
A engolir banalidades e acreditar nas cidades vazias
Talvez porque tudo é progresso, é veloz e feroz e temos que competir, 
pelas regras impostas - mesmo com os olhos vendados...
Depois de um dia inteiro, sem tempo pra estancar
os olhos precipitados da infância descalça
que atravessa os sinais, implorando esmolas
Da juventude atordoada, e da velhice esquecida...
Voltamos para casa, como trapezistas de um circo transformado
E assim vamos tropeçando nos absurdos inventados pelos ideais 
corrompidos, por vaidade ou covardia...
Reinventamos crenças, e reviramos as gavetas, procurando as 
gravatas sem remorsos
Questionamos, sem querer realmente saber as respostas
Estamos sempre com a livre consciência que se submete e cala
E artificialmente paralisados, vamos abrindo mão da nossa essência
Nos disfarçamos dentro de tudo, em meio a todos,
para nos sentirmos vivos!
E cansados, inevitavelmente não conseguimos fugir
E assim fingimos que nos acostumamos
Sem ao menos uma pausa - 
Caminhamos como equilibristas
Antes e depois: Da transversal do fim!
Alba Simões

02/11/2012

Uma Vida Feliz

Uma condição de exaltado prazer somente se mantém por momentos ou, em alguns casos, e com algumas interrupções, por horas ou dias.
Ela é o brilhante clarão ocasional da alegria, e não a sua chama firme e constante.
Disso sempre estiveram tão cientes os filósofos que ensinaram ser a felicidade a finalidade da vida como aqueles que a eles se opuseram.
A felicidade que concebiam não era a do arrebatamento, mas de momentos assim em meio a uma existência constituída de poucas e transitórias dores, muitos e variados prazeres, com um predomínio decidido do componente ativo sobre o passivo, e tendo como fundamento do todo não esperar da vida mais do que ela é capaz de oferecer.
Uma vida assim constituída, para aqueles que tiveram a boa fortuna de obtê-la, sempre pareceu merecedora da designação de feliz.
E uma existência assim é, mesmo hoje em dia, o destino de muitos durante uma parte considerável de suas vidas.
A educação falida e os arranjos sociais falidos são os únicos obstáculos reais que impedem que isso esteja ao alcance de quase todos. 
John Stuart Mill 

04/08/2011

Solidão com vista pro mar.


A poética letra da música de Alvin L, intitulada: Eu não sei dançar na bela voz de Marina Lima, remete a uma sensação de um amor solitário!
Porque muitas vezes nosso ritmo é mais acelerado e inquieto.
E temos uma ansiedade louca em busca de paixões impossíveis, ou melhor, incompatíveis!
Prefiro acreditar nas incompatibilidades, que nas impossibilidades!
“E Tudo que eu posso te dar é solidão com vista pro mar..."
“Eu não sei dançar tão devagar pra te acompanhar...”
Questiono: O que seria dançar devagar?
Rotina, apatia ou apenas um tipo de comportamento de pessoas normais.
Aquelas que não ousam, ou temem se arriscarem a viver as grandes paixões...
Pois isso poderia significar saírem do eixo estabelecido pelo equilíbrio em que se apoiam.
E estas “grandes paixões” podem ser atribuídas aos amores, às coisas, aos sonhos. Ou até uma conquista pelo amor próprio!
Acredito que deixar passar a vida, e nunca se arriscar as novas possibilidades de experimentar alguma mudança, é um grande marasmo!
Assim, muitos acabam presos em seus próprios conceitos.
E esta é a grande solidão com vista pro mar.
Mas esta é apenas a minha opinião diante deste tema.
Convido  você a se expressar aqui.
Sua opinião ou crítica faz toda a diferença!
By Arte e Café
Por: Alba Simões