Onde escondemos nossas alegrias?
Talvez no silêncio, ou na lágrima contida...
Ou nas derradeiras horas não vividas.
Será que nos escondemos, ou apenas disfarçamos?
Seguindo pelos penhascos dos medos, nos escombros dos sonhos...
Esquecemos nossa coragem, e ficamos desatentos nesta berlinda.
Onde o amor se perde cada vez mais e mais...
Protagonizamos glórias como heróis, mas vamos
sendo derrotados como bizarros fantoches de um sistema
cabotino, sagaz e hipócrita.
E ao acordar nos sentimos como números ou peças emperradas numa engrenagem gigante!
Por detrás das cortinas, ao retirar a máscara pesada, percebemos nossa grande e deprimente atuação.
Personagens aplaudidos pelas mãos que nos manipulam.
E isto é a vida?
Nada para além desta marcha, patrocinada pelas vitrines das ilusões?
No cotidiano dos controles, acordamos com o remoto nas mãos, e não percebemos que há vida lá fora.
Uma vida real, plena de possibilidades de nos humanizarmos...
Há belezas além destas fronteiras impostas, quase a nos robotizar...
E o tempo continua, sem freios...
Não há teclas Slow, ou pause na trajetória da vida!
Não podemos congelar a cena, então vamos vivê-las!
Da melhor maneira que pudermos.
Resgatar nossos verdadeiros sonhos, e arriscar todos os nossos sentidos!
Alegrias e tristezas certamente farão parte deste nosso percurso!
O maior desperdício consiste na triste acomodação de não pensarmos, agirmos e sermos tudo aquilo que realmente somos!
Texto inspirado pelo filme: A Ilha
Sinopse: No futuro existe uma entidade utópica baseada na vida do século XX!, que procura recriá-la nos mínimos detalhes. Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) vive nesta realidade e, como todos seus residentes, sonha em chegar em um local chamado "a ilha", o único ponto não contaminado do planeta. Após descobrir que todos os habitantes são clones, que possuem a única finalidade de fornecer partes de seu corpo para seres humanos reais, Lincoln decide escapar juntamente com Jordan Two Delta (Scarlett Johansson).